Não sei viver sem tocar as coisas. Sempre fui do tipo que passa a mão em paredes antigas, acaricia a asa da xícara antes de beber o café, guarda objetos como quem guarda histórias.
O barro me encontrou assim: inquieta, mas cheia de desejo de pertencimento. E foi dentro do silêncio moldável que percebi — minhas mãos não queriam apenas criar objetos, queriam materializar beleza, aconchego, iniciar tradições e participar de momentos inesquecíveis.
Faço cerâmica porque acredito que um objeto pode aquecer tanto quanto um abraço. Cada peça do Ole Studio tem um pedaço de mim. Do meu tempo presente, passado e futuro. Sou muito grata por poder entrar no lar de pessoas tão incríveis através da minha arte. Chegará o tempo em que eu não estarei mais aqui, mas o Ole Studio estará: na história que cada criação irá tecer do momento em que deixar o ateliê.